quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Moradores reclamam dos riscos na travessia de avenida em Santa Maria

A morte ronda as faixas de pedestres da Avenida Alagados, em Santa Maria. Nem mesmo quando atravessa a via no equipamento de segurança, quem anda a pé está livre de risco. Das oito mortes ocorridas no Distrito Federal no ano passado sobre as listras brancas, três — ou seja, 37,5% — foram na Alagado. No fim da tarde de terça-feira, mais uma vida se perdeu da mesma forma. Fernanda Gabriely Ribeiro da Silva, 13 anos, morreu ao ser atingida por um ônibus da Viação Planeta. A amiga dela, Aline de Carvalho, 14, permanece internada no Hospital de Base.

A pista onde o acidente ocorreu é estreita. São necessários apenas 10 passos para atravessá-la. O totem — semáforo para pedestre — está funcionando normalmente e a faixa, bem conservada. O ônibus atingiu as meninas na parte da esquerda. A direita estava ocupada por um carro particular, que parou para elas atravessarem. O lugar fica na esquina da rua do Hospital Regional de Santa Maria, onde Aline foi socorrida e depois transferida para o Hospital de Base. Segundo a avó, a menina deve perder parte do baço e está com uma fratura na coluna. O estado de Aline é grave. Ela foi avaliada por uma equipe médica que descartou por ora a necesidade de cirurgia, mas ela continua sob cuidados especiais na sala vermelha, que indica risco de morte.

A Polícia Civil apura as causas do acidente. O motorista do ônibus, Luciano de Oliveira Monteiro, contou na 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria) que o sinal estava verde para ele passar. No entanto, testemunhas contam o contrário: as jovens atravessaram com o semáforo vermelho para o condutor. Passageiros teriam relatado aos familiares das vítimas que o condutor do ônibus dirigia acima da velocidade permitida, de 60 km/h. No local, não há marcas de frenagem.

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